7 de março de 2026
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Jesse Jackson, líder dos direitos civis nos EUA, morre aos 84 anos

Pastor batista convivia com uma paralisia supranuclear progressiva, doença neurológica degenerativa rara semelhante ao Parkinson.

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Jesse Jackson, líder dos direitos civis nos Estados Unidos, morreu aos 84 anos, informou sua família em um comunicado nesta terça-feira (17). Pastor batista criado no segregado sul norte-americano, ele se tornou um colaborador próximo de Martin Luther King Jr. e concorreu duas vezes à nomeação presidencial do partido Democrata.
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Nosso pai era um líder servidor – não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os marginalizados em todo o mundo”, disse a família Jackson.

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Jackson convivia com uma paralisia supranuclear progressiva, doença neurológica degenerativa rara, semelhante ao Parkinson, que afeta equilíbrio, movimentos oculares, marcha e cognição, e foi hospitalizado em novembro de 2025.

O reverendo foi um líder do movimento pelos direitos civis nos EUA desde a década de 1960. Ele lutou pelos direitos dos afro-americanos e de outras minorias ao lado de seu mentor, Martin Luther King Jr., e estava presente quando King foi assassinado em Memphis, Tennessee, em 1968.

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Jesse Jackson foi um ícone dos direitos civis dos Estados Unidos | Reuters
Jesse Jackson foi um ícone dos direitos civis dos Estados Unidos | Reuters.

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Mais tarde, Jackson rompeu com o sucessor de King, Ralph Abernathy, e fundou sua própria organização de direitos civis em Chicago, a Operation PUSH, no início da década de 1970. Em 1984, fundou a National Rainbow Coalition, cuja missão mais ampla de direitos civis também incluía os direitos das mulheres e os direitos dos homossexuais, e as duas organizações se fundiram em 1996. Ele deixou a presidência da Rainbow-PUSH Coalition em 2023, após mais de cinco décadas de liderança e ativismo.

Jackson era conhecido por sua diplomacia pessoal. Depois de garantir a libertação do aviador naval americano Robert Goodman Jr. pela Síria em 1984, o presidente Ronald Reagan convidou Jackson à Casa Branca e expressou gratidão pela “missão de misericórdia”.

O reverendo se reuniu em 1990 com o líder iraquiano Saddam Hussein para obter a libertação de centenas de americanos e outras pessoas após a invasão do Kuwait pelo Iraque. Ele também conseguiu a libertação de dezenas de prisioneiros cubanos e americanos de prisões cubanas em 1984 e a libertação de três aviadores americanos detidos na Sérvia em 1999.

Jackson continuou seu ativismo mais tarde na vida, condenando o assassinato de George Floyd pela polícia e de outros afro-americanos em 2020, em meio ao movimento global por justiça racial.

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Fonte: SBT News
Foto Capa: Divulgação