7 de março de 2026
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Ex relata crises, traumas e defende tratamento psiquiátrico para ‘Coach Irônica’

Relato aponta que influenciadora enfrenta problemas de saúde mental há anos.

 

 

Após a prisão de Daniele Santana Gomes, conhecida como ‘Coach Irônica’, o ex-marido, Alisson Gonçalves, defendeu que ela necessita de tratamento psiquiátrico ao invés de permanecer na prisão. A influencer está presa desde a última sexta-feira (30), após o descumprimento de uma medida protetiva de urgência, no âmbito da Lei Maria da Penha.

Em declaração pessoal, Alisson afirmou que Daniele enfrenta, há anos, graves problemas de saúde mental, defendendo que a influenciadora necessita de tratamento psiquiátrico contínuo, e não de permanência no sistema prisional. Segundo ele, a prisão seria desproporcional diante da natureza do descumprimento judicial, que teria se limitado a não exclusão de um vídeo publicado em rede social. “Ela está errada por descumprir uma ordem judicial, mas o que ocorreu foi a não retirada de um vídeo do Instagram. Enquanto isso, mulheres tentam obter medidas protetivas contra agressores reais e não conseguem, e esses homens seguem em liberdade”, declarou.

Conforme o relato, ao longo do período de convivência, foi possível identificar que Daniele carregava traumas profundos desde a infância, os quais influenciavam diretamente seu comportamento emocional e suas relações interpessoais. O ex-companheiro também afirma que Daniele relatava ter sido vítima de abusos sexuais desde os sete anos, ocorridos no ambiente familiar. Segundo ele, os episódios não teriam sido isolados e jamais teriam recebido o acompanhamento terapêutico adequado, refletindo de forma significativa na vida adulta da influenciadora.

Durante os anos em que estiveram juntos, Alisson diz ter presenciado crises emocionais recorrentes, marcadas por perda de controle, impulsividade, confusão mental e episódios de automutilação. Em algumas situações, segundo o depoimento, foi necessária intervenção direta para evitar que Daniele se ferisse com maior gravidade ou colocasse a própria vida em risco.

Após esses episódios, conforme relatado, ela entrava em estados de sofrimento emocional intenso, acompanhados de arrependimento. O ex-companheiro afirma ainda que acompanhou tentativas de tratamento psicológico e psiquiátrico, incluindo consultas médicas, avaliações clínicas, diagnósticos de transtornos psiquiátricos e prescrição de medicamentos.

No entanto, segundo o ex-companheiro, Daniele demonstrava resistência em aceitar os diagnósticos e tratamentos indicados, recusando o uso contínuo das medicações prescritas. Em determinado momento, ela teria inclusive denunciado formalmente um médico por discordar do laudo emitido.

“Antes, eu a acompanhava nas consultas e no dia a dia para evitar que ela tivesse problemas. Hoje não sei como está o acompanhamento dela, pelo fato de estarmos separados”, afirmou.

Outro ponto mencionado no depoimento é que Daniele costumava criar mecanismos de fuga da realidade, especialmente quando revivia os abusos sofridos na infância, situações que, segundo ele, antecediam as crises emocionais. Nesse contexto, Alisson associa a criação da personagem “Coach Irônica” a uma forma encontrada por ela de expressar enfrentamento e reação às injustiças vividas.

Alisson conclui o relato descrevendo Daniele como uma pessoa extremamente sensível, marcada por uma trajetória de vida difícil e que, em sua avaliação, ela necessita de acompanhamento psiquiátrico contínuo, suporte terapêutico especializado e cuidados adequados à sua condição emocional.

Em um vídeo encaminhado à reportagem, o ex-marido mostra Daniele em um momento de crise.

 

 

 

Fonte: Top Mídia News

Foto Capa: Divulgação