7 de março de 2026
CidadesDestaques

MS enfrenta primeira onda de baixa umidade do ar nas próximas semanas

Dois modelos de monitoramento de tendência meteorológica apontam estiagem em Mato Grosso do Sul.

 

 

O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) aponta que o estado deve entrar em período de estiagem nas próximas semanas, sem indicativo de chuvas significativas para os próximos 10 dias.

Já a partir de amanhã (4), estão previstos baixos valores de umidade relativa do ar, que deve ficar entre 20% e 40%.

Tendência meteorológica
O Cemtec utiliza dois modelos de monitoramento para acompanhar a tendência meteorológica: o GFS e o ECMWF.

O GFS aponta uma previsão de precipitação acumulada de apenas 10 mm com concentração na região sul do estado, o que seria insuficiente para elevar a umidade relativa do ar.

Já o ECMWF apresenta uma expectativa ainda mais pessimista não tendo previsão alguma de chuva ou garoa.

 

 

À esquerda, o modelo GFS; à direita, o ECMWF

 

 

Cuidados

O clima seco pode desencadear uma série de problemas, desde desidratação até complicações respiratórias, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

A SRAG é uma complicação respiratória causada por vírus ou bactérias. A baixa imunidade gerada pelo tempo seco pode ser um fator de risco para o surgimento de síndromes respiratórias, conforme explica a otorrinolaringologista Renata Medrado.

De acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde sobre SRAG, a semana entre os dia 16 e 22 de junho foi a que menos teve notificações de casos da doença, fato que pode ser relacionado às chuvas ocorridas durante o mesmo período.

Em contrapartida, foi entre o final de abril e o início de maio que ocorreu o maior número de notificações de SRAG. Apenas entre os dias 5 e 11 de maio, 491 casos foram notificados.

Nas próximas semanas, as notificações da doença podem aumentar com a baixa umidade relativa do ar associada ao aumento gradativos da temratura ao longo dos dias.

“Com o aumento da temperatura e com a umidade do ar muito baixa, é esperado um aumento de casos de infecções respiratórias, piora de quadros alérgicos, além de casos de sangramento nasal”, explica Renata Medrado.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Correio do Estado
Foto Capa: Divulgação