14 de maio de 2025
Cidades

Dourados está à frente de Campo Grande nos casos de dengue em 2025

Após impor objetivo de imunizar até 150 mil pessoas no ano passado e não ter procura da população, município tem dois casos confirmados e outros 42 prováveis no ano

 

 

Mesmo após a Prefeitura propor a vacinação em massa, população deixa de se vacinar contra a dengue e vê Dourados à frente de Campo Grande no números de casos confirmados e prováveis em 2025.

Até setembro do ano passado, 87 mil pessoas do maior município do interior de Mato Grosso do Sul haviam se vacinado. Porém, o objetivo imposto era alcançar 150 mil pessoas  entre 4 e 59 anos até o final de abril, mas por conta da baixa procura, foi prorrogado duas vezes.

No boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (30), pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), Dourados tem dois casos confirmados e outros 42 prováveis, ou seja, que seguem em investigação. Já Campo Grande, cidade consideravelmente maior, tem um confirmado e 20 prováveis.

Acerca da vacinação, 4.130 douradenses (21,83%) que se enquadram no público-alvo (10 a 14 anos) tomaram as duas doses do imunizante. Enquanto isso, apenas 9,85% (6.021) campo-grandenses de 10 a 14 anos estão com o esquema vacinal completo.

 

Até o momento, não houve nenhum óbito pela doença no Mato Grosso do Sul em 2025, mas há 204 casos confirmados e 708 prováveis. Sobre vacinação, o estado recebeu 207.796 doses do imunizante e aplicou 122.224 para a idade permitida na bula.

2024
No ano passado, Dourados obteve 491 casos confirmados e 531 prováveis, além de quatro mortes por dengue. Já Campo Grande registrou 724 casos confirmados, 742 prováveis e uma morte.

Mato Grosso do Sul terminou 2024 com 16.229 casos confirmados e 32 óbitos, com uma taxa de letalidade da doença de 0,20%, uma das maiores dos últimos anos.

Oportunidade única
Dourados foi a única cidade do mundo a receber vacinação em massa gratuita contra a dengue, em uma parceria do laboratório Takeda com a prefeitura, sob coordenação científica do infectologista Júlio Croda.

E, apesar de a procura ter ficado abaixo do esperado, o médico acredita que o alcance tenha sido suficiente para fazer novas avaliações sobre a eficácia do imunizante assim que surgirem epidemias da doença na cidade, principalmente do sorotipo um e dois.

Estes estudos vão se estender pelos próximos três ou quatro anos e somente então será possível certificar a importância que está tendo esse programa, explica o pesquisador e professor da UFMS.

Até o fim de maio, o laboratório japonês havia enviado a Dourados cerca de 210 mil doses em dois lotes e parte delas venceu em agosto.

 

 

 

 

Fonte: Felipe Machado – Correio do Estado